Financeiro e fiscal

Continuidade

O que fazer quando algo dá errado: radar de ocorrências, incidentes, processos críticos, planos de contingência, exercícios, prontidão dos eventos, plantão, kit de crise, pós-mortem e maturidade.

A lógica do módulo

Continuidade não é sobre evitar o problema, é sobre a empresa continuar funcionando quando ele acontece. O módulo tem três tempos:

  • Antes: mapear processos críticos, escrever planos, treinar com exercícios e medir a prontidão dos eventos.
  • Durante: registrar o incidente, acionar o plantão e usar o kit de crise.
  • Depois: fazer o pós-mortem, gerar ações e medir a maturidade.

Plano nunca exercitado é papel. O exercício é o que revela que o contato do plantão mudou de número, que a senha está com quem saiu da empresa e que o plano pressupõe alguém que não trabalha mais lá.

Antes de começar

O que precisa estar prontoPor quê
Módulo continuidade ativoÉ o que destrava o bloco no menu.
Processos críticos mapeadosSem saber o que é crítico, o plano protege o que não precisa.
Escala de plantão definidaCrise acontece fora do horário comercial com frequência.
Kit de crise montadoContatos, acessos e modelos de comunicado precisam estar prontos antes.

O mapa do menu

Item do menuO que faz
PainelIncidentes abertos, prontidão e maturidade.
Radar de OcorrênciasOs sinais que antecedem o incidente.
IncidentesO registro e o tratamento de cada crise.

Preparação

Item do menuO que faz
Processos CríticosO que não pode parar e por quanto tempo.
Planos de ContingênciaO que fazer, por quem e com quais recursos.
ExercíciosA simulação que prova que o plano funciona.
Prontidão dos EventosA conferência de risco antes de cada evento.
Plantão e ContatosQuem responde fora do horário, e como acionar.
Kit de CriseAcessos, modelos de comunicado e procedimentos.
Pós-mortem e AçõesA análise do que aconteceu e o que muda.

Aprendizado

Item do menuO que faz
Análise de IncidentesOs padrões entre casos.
MaturidadeA evolução do programa ao longo do tempo.
ConfiguraçãoOs parâmetros do módulo. Permissão: Screen:Continuidade:Config

Painel, radar e incidentes

ContinuidadePainel

O panorama do risco, o radar de ocorrências e a lista de incidentes com severidade, responsável e situação.

  1. Leia o painel com os incidentes abertos e a prontidão dos eventos próximos.
  2. Acompanhe o Radar de Ocorrências em busca de sinal antecipado.
  3. Registre o Incidente assim que ele acontece, com severidade e responsável.
  4. Atualize o andamento enquanto a crise corre.
  5. Encerre com o desfecho e o impacto real.

O incidente que chega aqui costuma vir de outro lugar: da Sala de Operação, da Central de Comando, da Qualidade ou do time técnico. Aqui ele ganha tratamento de crise, com plano e plantão.

Processos críticos e planos

ContinuidadePreparaçãoProcessos Críticos

O mapeamento dos processos que não podem parar e os planos de contingência associados a cada um.

  1. Liste os Processos Críticos da operação.
  2. Para cada um, defina o tempo máximo aceitável de parada.
  3. Escreva o Plano de Contingência: o que fazer, por quem e com quais recursos.
  4. Defina os gatilhos que acionam o plano.
  5. Revise os planos a cada mudança relevante na operação.

Plano escrito em linguagem genérica não é executável sob pressão. Escreva com nomes, telefones e passos concretos, para alguém conseguir seguir às duas da manhã.

Exercícios e prontidão dos eventos

ContinuidadePreparaçãoExercícios

Os exercícios de simulação dos planos e a avaliação de prontidão dos eventos próximos.

  1. Programe o Exercício com cenário e participantes.
  2. Execute sem avisar todos os detalhes, para valer alguma coisa.
  3. Registre o que funcionou e o que falhou.
  4. Gere ações a partir das falhas.
  5. Antes de cada evento, avalie a Prontidão.

A prontidão do evento é a versão prática da continuidade na formatura: energia, plano B de som, chuva, ambulância, rota alternativa. Ela é conferida antes, não durante.

Plantão e kit de crise

ContinuidadePreparaçãoPlantão e Contatos

A escala de plantão com contatos e o kit de crise com acessos, modelos e procedimentos.

  1. Monte a escala de Plantão com quem responde em cada janela.
  2. Mantenha os contatos atualizados, inclusive os externos.
  3. No Kit de Crise, reúna acessos, modelos de comunicado e procedimentos.
  4. Teste o acionamento do plantão pelo menos uma vez por ciclo.

Lista de contato desatualizada é a falha mais comum e mais boba da continuidade. Confira a cada exercício, não só quando alguém sai da empresa.

Pós-mortem, análise e maturidade

ContinuidadePreparaçãoPós-mortem e Ações

O pós-mortem de cada incidente, a análise do conjunto e a avaliação de maturidade do programa.

  1. Faça o Pós-mortem com quem participou, logo depois do incidente.
  2. Descreva a linha do tempo, o impacto e a causa.
  3. Gere ações com responsável e prazo.
  4. Na Análise de Incidentes, procure padrões entre casos.
  5. Acompanhe a Maturidade do programa ao longo do tempo.

Pós-mortem que procura culpado não produz aprendizado: as pessoas passam a omitir detalhe. O objetivo é entender a sequência que tornou a falha possível.

Fluxos completos

Preparar a empresa

  1. Mapeie os processos críticos e o tempo máximo de parada.
  2. Escreva os planos de contingência com passos concretos.
  3. Monte a escala de plantão e o kit de crise.
  4. Programe exercícios e trate as falhas encontradas.
  5. Meça a maturidade a cada ciclo.

Durante e depois de uma crise

  1. Registre o incidente com severidade e responsável.
  2. Acione o plantão e abra o plano correspondente.
  3. Use o kit de crise para comunicar.
  4. Atualize o andamento até a normalização.
  5. Faça o pós-mortem e gere as ações.

Erros comuns e o que fazer

SintomaCausa provávelO que fazer
O plano não funcionou na horaEle nunca foi exercitado.Programe exercícios e trate as falhas como ações.
Ninguém atendeu o plantãoEscala ou contatos desatualizados.Confira a escala e os telefones a cada exercício.
O mesmo incidente se repetiuPós-mortem sem ações, ou com ações sem prazo.Gere ações com responsável e acompanhe até o encerramento.
As pessoas omitem detalhes no pós-mortemA reunião virou busca por culpado.Conduza o pós-mortem pela sequência de fatos, não por responsabilidade individual.

Perguntas frequentes

De onde vêm os incidentes deste módulo?

De vários lugares: Sala de Operação, Central de Comando, Qualidade e do time técnico. Aqui eles ganham tratamento de crise, com plano e plantão.

Por que fazer exercícios se o plano está escrito?

Porque o exercício é o que revela que o contato mudou, que a senha está com quem saiu e que o plano pressupõe alguém que não trabalha mais lá.

O que é a prontidão dos eventos?

A versão prática da continuidade na formatura: energia, plano B de som, chuva, ambulância e rota alternativa, conferidos antes do evento.

Como conduzir um bom pós-mortem?

Pela sequência de fatos, e não pela procura de culpado. Reunião que busca responsável faz as pessoas omitirem detalhe, e sem detalhe não há aprendizado.

De que adianta um plano que nunca foi testado?

De pouco. É no exercício que aparece o telefone desatualizado, o acesso que ninguém tem e o passo que não funciona na prática.

Para onde ir depois

Central de Comando

De onde vem o incidente aberto durante o evento. Veja Central de Comando.

Sala de Operação

Os incidentes da noite do evento. Veja Sala de Operação.

Compliance

Incidentes e remediação na frente de integridade. Veja Compliance.

Saúde e Segurança

Emergência, brigada e acidentes. Veja Saúde e Segurança.

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Última revisão: 19 de setembro de 2026